História

Era uma vez uma casa, uma quinta e uma família, que se dedicaram a preservar e dinamizar um registo da vida portuguesa!

Vivia o país a Implantação da República, em meados de 1912, um tal de “Paluão” (de nome António xpto), último dos 5 filhos do casal proprietário da CASA VELHA, contrai matrimónio com Margarida Martins, criada de seu pai. A extensa quinta, de terras férteis e solarengas, dava milho, trigo e batata em abundância, fava, ervilha e feijão dos melhores da região. 

Paluão morre em 1917 deixando viúva (e rica!) Margarida Martins, de quem entretanto teve uma filha de nome xpto. É desta época a abertura da mina de água que ainda hoje abastece a propriedade, cujo túnel, diz-se, “...de mais de xx metros de comprimento, exigiu 5 anos de trabalho de picareta a um operário da aldeia de Carvalhos...”. Surge então a divisão entre herdeiros da CASA VELHA.

Mas, diz o ditado popular “Viúva rica, solteira não fica...”. Na década de 30, andava o país a braços com a Constituição e Salazar a criar o Estado Novo, quando um tal José Mendes - ainda hoje recordado como “José Mendes da Sola” por se dedicar ao negócio de solas e cabedais - aparece nos Escudeiros para namorar a filha de Paluão e Margarida. Com 20 anos, forte e aburguesado, José intenta à propriedade onde a viúva – rica de haveres e necessitada de prazeres – diz de forma austera “...primeiro que a filha ainda está a mãe!”. Desta abordagem surge então o casamento de José Mendes, não com a filha como era suposto, mas com a mãe e viúva Margarida Martins, iniciando-se novo ciclo na CASA VELHA e na propriedade.

Deste casamento entre José Mendes e Margarida Martins, surgem 5 filhos, sendo que quase 100 anos e alguns proprietários depois, a história revelará que o sangue de José Mendes da Sola volta a apropriar-se do burgo.

Ainda antes de volvida a década de 30, morre Margarida Martins, deixando desta feita viúvo José Mendes. Obstinado e astuto, não lhe passa despercebida uma mulher ainda solteira, a viver com os pais nos Escudeiros. Chama-se Amália e ainda em 1936 casa com o recém viúvo José Mendes da Sola, passando a viver na quinta onde a CASA VELHA é também casa-mãe.

José Mendes morre a xx de xxxxxx de 1xxx e com ele adormece a dinâmica da actividade produtiva na quinta. Curiosamente, sem qualquer ligação hereditária, a CASA VELHA e a quinta em que esta sobranceira se instala, são desde 1999 pertença de uma família em que se inclui uma descendente de José Mendes da Sola. A propriedade retoma a dinâmica agrícola e pecuária, traçando novos caminhos, de que faz parte esta unidade de Turismo no Espaço Rural.

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