O País Real

O Portugal de hoje, menos vasto de território, mantém a multiculturalidade, as tradições ancestrais, as gentes e os nobres costumes. Ponto de passagem para uns, destino perpétuo para outros, o Portugal real é simpático, afável, repleto de tradições e de um ritmo peculiar. 

O centro do país foi noutros tempos habitado por Lusitanos e Romanos, que exploraram um subsolo abundante em ferro e ouro. Com o alvor da Nacionalidade, os monarcas doaram esta zona às conhecidas ordens militares – primeiro, aos Templários e seguidamente aos Hospitalários. A influência destas ordens foi decisiva durante o período em que permaneceram neste território.

Com a revolução liberal vieram estradas, pontes, telégrafo e fontanários. A República, que teve nesta região berço ou simples alcova de alguns dos seus protagonistas (José Relvas, Machado Santos, Sidónio Pais ou Abílio Marçal), leva o país à senda do desenvolvimento.

Seguiu-se quase meio século de um regime de partido único, que havia de colocar um homem providencial, dizia-se, à frente dos destinos do país: António de Oliveira Salazar. Beirão, austero e rural, Salazar comanda este Portugal apoiado na tríade Deus, Pátria e Família. Este período marcante termina com o abandono das colónias ultramarinas, a queda do poder totalitário e os gritos de liberdade de um povo pobre e analfabeto.

À ditadura seguiu-se um processo revolucionário, sendo ainda hoje facilmente identificadas por todo o país algumas obras do antigo regime (escolas primárias, pontes, fontanários).

Actualmente, entre concelhos e freguesias serranas, esta região orgulha-se dos seus conterrâneos, designadamente Nuno Álvares Pereira (nobre guerreiro), José Saramago (Nobel Literatura), Pedro Álvares Cabral (navegador), José Malhoa (pintor), João César Monteiro (cineasta), entre tantos outros ilustres...

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